sábado, 20 de fevereiro de 2010

joanna...

Mais uma vez era eu que estava lá.... ajudando, cuidando... e por que? Talvez porque ele seja meu ídolo mais próximo que faz tudo que eu não posso fazer, que dá os vexames que eu não posso dar.... que diz as coisas que engasgam na minha garganta. Ele me faz sentir politicamente correto... deixa pra mim o papel coadjuvante de enfermeiro do que não tem jeito e nunca terá... e eu assumo esse papel como se fosse uma sombra... não sei se devo ser agradecido. Não sei se sou tão bonzinho assim, ou, se na verdade, sugo toda a energia daquilo que nunca vivi e nem viverei!

domingo, 29 de novembro de 2009

A beira de um ataque de nervos?!

Acho que não é pra tanto! estou eu aqui, escrevendo minha qualificação... passando a noite em claro... e pra dizer a verdade, nunca pensei que eu ia me esforçar tanto, ser tão forte e tão persistente... a idade vai chegando, e junto com os cabelos brancos, as rugas e os maus hábitos (beber, fumar, fazer mestrado em química)... mas vem algumas coisas legais! =D

sábado, 28 de novembro de 2009

Fazer barraco pra ela é pouco... ela derruba! rs...

http://tvuol.uol.com.br/#view/id=convidada-porralouca-no-casamento-04023960CC898366/user=ulw76vik0gvn/date=2009-11-19&&list/type=tags/tags=2301/edFilter=all/
Não importa!!! essa é a vida real...

domingo, 15 de novembro de 2009

Metropolis

o que é isso? O que é o Metropolis? Difícil de responder... repostas muitas vezes são acompanhadas de definições... e definir, como diria Oscar Wilde, é limitar... e limitar é uma coisa que o metropolis não propicia. O Metropolis é amplo, cabe quase todo mundo... quando digo quase, me refiro principalmente as pessoas que estão afim de relativizar muitas coisas, ou que, em alguns casos, se vêm obrigados a isso, ou ainda pra quem tem 10 reais ou ganhou a entrada no sorteio do orkut. O metropolis não é um lugar pra héteros, gay, travestis, ou qualquer outra identidade fragmentada... é um lugar pra quem quer se libertar de tudo isso... e pra quem sabe que pode encontrar qualquer pessoa rotulada em todas essas várias identidades e em outras que, que nem mesmo, os maiores teóricos ou militantes, ou sei lá quem... conseguem definir. O Metropolis é pra quem gosta de rock dos anos 70, 80, 90, 2270 e pra quem quer experimentar... pra quem quer se jogar em bagaceiras do pop, retrô ou não, vintage ou quase isso... nada que uma bela dose servida por Eliane, Juliana ou Renatinho não te faça dançar... é um lugar pra quem sabe que a ressaca é certa no dia seguinte, mas que uma efêmera dor de cabeça não vai tirar o sorriso do dia seguinte: “ontem foi foda!”, “me joguei”, “massa véi!” ou simplesmente, “VALEU A PENA!”.
O Metropolis é um barzinho (ou pub?) despretensioso... um portinha com dois seguranças do lado de fora cobrando a identidade (PROIBIDA A ENTRADA DE MENORES) que fica na Rua 83, Setor Sul próximo aos Biscoitos Caseiros, Goiânia-GO. Se vir a Goiânia, tenha certeza, esse é um dos melhores lugares e mais democráticos da cidade. Rola Shows de bandas locais ou forasteiros... e uma ótima discotecagem.
Metrópolis... Ah, o Metropolis... foi o primeiro lugar que eu trabalhei fora do universo acadêmico... que eu adoro atravessar algumas quadras a pé e chegar e já bêbado... e voltar quase amanhecendo nas sextas ou sábados, ou nos dois dias, mais bêbado ainda, porém muito mais feliz e pensando: “VALEU A PENA”... Eu já não consigo imaginar minhas sextas e/ou sábados longe do Metropolis... da Juliana, Eliane, Túlio, Renatinho, João Lucas, Marcelle, Douglas e tantos outros... O Metropolis é uma extensão da minha vida, da minha casa... lá me sinto em casa, trabalhando ou só ou só sentindo o calor das luzes azuis de Césio... se alguém me perguntar onde você vai sexta ou sábado... já se tornou um grande um clichê: - vou ao Metropolis... esse lugar já faz parte de mim!!!

domingo, 11 de outubro de 2009

Novamente Alice in Chains!!!essa banda sempre marca a minha vida... hahhaaha... amores, amizades, relações identificáveis... muito maiores... cósmicas... ou pelo menos momentos momentos cósmicos... momentos intensos, felizes, tristes... momentos de tranformações... ou não!!! viva alice in chains... viva a vida!!! viva as minhas loucuras, e àquelas que não são minhas... "vida louca vida, já que não posso te levar..."

terça-feira, 5 de maio de 2009

"Quem não bebi e não fuma, morre saudável!"

Quando era criança, só pensava no mal que o cigarro fazia. Nas doenças, no câncer em específico. Brigava com meu pai orientando-o sempre a parar de fumar. Eu, juntamente com minha mãe, conseguimos este triunfo. Meu pai ficou sem fumar um longo tempo, mas logo teve suas recaídas. Eu, uma pessoa que desconhecia o universo e os significados da nicotina, não conseguia entender aquilo tudo. O poque que as pessoas precisavam tanto de cigarro, e porque fumavam sabendo de todas as inevitáveis conseqüências que por ele seriam causadas. Eu não sabia ainda, seria uma questão de tempo para que entendesse tudo isso.
Na minha adolescência, não fumava. Para mim o cigarro era uma espécie de infantilidade. De uma rebeldia típica da idade. Nessa fase da minha vida, tive que conviver com problemas atípicos pra uma pessoa da idade. Os problemas conjugais dos meus pais eram repassados para mim. Participava de coisas que teoricamente não me diziam respeito. Tive que amadurecer, me comportar como um miniadulto, o que me tornava de certa forma uma pessoa certinha um tanto caricata.
Logo veio a faculdade. E percebi que não tive uma adolescência “normal”. Não passei pelas experimentações e rompimentos característicos dessa fase. Tive que viver duas fases em uma: viver momentos como adulto e outros como adolescente. Estava na fronteira. Tinha sido até então uma pessoa criticada pela minha espécie de contradição visual-ações e agora queria, talvez, ser aceito. Encontrar um grupo onde essas duas coisas pudessem coexistir.
Lá estava ela. Japonesa, poder, luxo e sedução. Cheia de poses. Personalidade forte. Fumante. Essa pessoa passou a ser uma grande amiga minha durante a faculdade. Ela se envolvia com as pessoas mais legais do curso, que por acaso, fumavam e se entorpeciam. Pessoas descoladas. Queria fazer parte de tudo aquilo! Queria ser como eles! Já era tempo de abandonar o grupo das pessoas caretas e fazer parte dos transgressores. Porém, eu não bebia, não fumava, não fazia sexo. Um dia numa festa foi questionado sobre tudo isso. Não soube responder como um garoto que adorava rock, e usava uma grande quantidade de brincos era tão certinho!
Fumar já não era um ato inconseqüente pra mim. Era um símbolo de poder. Um rito de passagem. A imagem de minha amiga japonesa não saía da minha cabeça. Toda aquela desenvoltura fumando... aiii... eu queria fumar também!!! eu tinha que aprender!!!! eu queria ser daquele jeito!
Aprender fumar não foi fácil. Eu não tinha jeito pra coisa. Não sabia segurar, acender, tragar... afff... foi com muita perseverança que aprendi a fumar! E com muita propriedade que comecei a fazer isso em lugares públicos. E também, foi com muita timidez que comprei minha primeira carteira de cigarro.
Hoje sou um viciado em nicotina. Já tentei parar várias vezes! Mas sempre volto. Não sei mais o que o cigarro simboliza pra mim. São sentimentos muito complexos e contraditórios. As vezes sinto nojo, as vezes me refugio em seu consumo. As vezes ele me faz companhia. Uma vez, uma ex-orientadora minha me disse que na Rússia existe um ditado: “quem não bebi e não fuma, morre saudável”. Esse ditado sempre me conforta quando me vejo bêbado e com o pulmão estourando de tanto fumar!!! rs...