domingo, 11 de outubro de 2009

Novamente Alice in Chains!!!essa banda sempre marca a minha vida... hahhaaha... amores, amizades, relações identificáveis... muito maiores... cósmicas... ou pelo menos momentos momentos cósmicos... momentos intensos, felizes, tristes... momentos de tranformações... ou não!!! viva alice in chains... viva a vida!!! viva as minhas loucuras, e àquelas que não são minhas... "vida louca vida, já que não posso te levar..."

terça-feira, 5 de maio de 2009

"Quem não bebi e não fuma, morre saudável!"

Quando era criança, só pensava no mal que o cigarro fazia. Nas doenças, no câncer em específico. Brigava com meu pai orientando-o sempre a parar de fumar. Eu, juntamente com minha mãe, conseguimos este triunfo. Meu pai ficou sem fumar um longo tempo, mas logo teve suas recaídas. Eu, uma pessoa que desconhecia o universo e os significados da nicotina, não conseguia entender aquilo tudo. O poque que as pessoas precisavam tanto de cigarro, e porque fumavam sabendo de todas as inevitáveis conseqüências que por ele seriam causadas. Eu não sabia ainda, seria uma questão de tempo para que entendesse tudo isso.
Na minha adolescência, não fumava. Para mim o cigarro era uma espécie de infantilidade. De uma rebeldia típica da idade. Nessa fase da minha vida, tive que conviver com problemas atípicos pra uma pessoa da idade. Os problemas conjugais dos meus pais eram repassados para mim. Participava de coisas que teoricamente não me diziam respeito. Tive que amadurecer, me comportar como um miniadulto, o que me tornava de certa forma uma pessoa certinha um tanto caricata.
Logo veio a faculdade. E percebi que não tive uma adolescência “normal”. Não passei pelas experimentações e rompimentos característicos dessa fase. Tive que viver duas fases em uma: viver momentos como adulto e outros como adolescente. Estava na fronteira. Tinha sido até então uma pessoa criticada pela minha espécie de contradição visual-ações e agora queria, talvez, ser aceito. Encontrar um grupo onde essas duas coisas pudessem coexistir.
Lá estava ela. Japonesa, poder, luxo e sedução. Cheia de poses. Personalidade forte. Fumante. Essa pessoa passou a ser uma grande amiga minha durante a faculdade. Ela se envolvia com as pessoas mais legais do curso, que por acaso, fumavam e se entorpeciam. Pessoas descoladas. Queria fazer parte de tudo aquilo! Queria ser como eles! Já era tempo de abandonar o grupo das pessoas caretas e fazer parte dos transgressores. Porém, eu não bebia, não fumava, não fazia sexo. Um dia numa festa foi questionado sobre tudo isso. Não soube responder como um garoto que adorava rock, e usava uma grande quantidade de brincos era tão certinho!
Fumar já não era um ato inconseqüente pra mim. Era um símbolo de poder. Um rito de passagem. A imagem de minha amiga japonesa não saía da minha cabeça. Toda aquela desenvoltura fumando... aiii... eu queria fumar também!!! eu tinha que aprender!!!! eu queria ser daquele jeito!
Aprender fumar não foi fácil. Eu não tinha jeito pra coisa. Não sabia segurar, acender, tragar... afff... foi com muita perseverança que aprendi a fumar! E com muita propriedade que comecei a fazer isso em lugares públicos. E também, foi com muita timidez que comprei minha primeira carteira de cigarro.
Hoje sou um viciado em nicotina. Já tentei parar várias vezes! Mas sempre volto. Não sei mais o que o cigarro simboliza pra mim. São sentimentos muito complexos e contraditórios. As vezes sinto nojo, as vezes me refugio em seu consumo. As vezes ele me faz companhia. Uma vez, uma ex-orientadora minha me disse que na Rússia existe um ditado: “quem não bebi e não fuma, morre saudável”. Esse ditado sempre me conforta quando me vejo bêbado e com o pulmão estourando de tanto fumar!!! rs...

quarta-feira, 15 de abril de 2009

Volta

Dizem que as pessoas DDA não conseguem se concentrar por muito tempo em nada. São inconstantes, temperamentais, impulsivas e, ao mesmo tempo criativas, com uma imaginação tão rápida e poderosa que, na maioria das vezes, nem ela se dá conta de si. Acaba enclausurando-se em suas angústias. Essas pessoas não conseguem conviver com seu próprio intimo. Isso é muito para se mesmo. A contradição interna e as avalanches de idéias deterioram o seu ser. Justamente por essa imensidão, por essa hiperatividade, por essa versatilidade, por esse romantismo proveniente de sua loucura intrínseca, sua razão padece. Se entrega muitas vezes à arte, se tornando esta sua morada.
Eu, um DDA por completo, acabei trilhando caminhos que me afastaram muito do mundo artístico. Essa, que por sinal, não se trata de uma regra geral, não serviu em nenhum momento para mim. Mergulhei, em vez disso, na magia e nos encantos que poderiam ser a transformação da matéria. Em sua poesia, em seus mitos alquimísticos. Fiz-me químico. E ao escolher meu caminho, não me direcionei por dinheiro, por um futuro, e sim, por uma busca de um sentido pra vida, de entendê-la, de compreender o que a priori existia de mais essencial em mim assim como em tudo que existe: nossa composição, nossa matéria, a natureza do mundo.
Com o passar do tempo, com minhas experiências de vida, percebi que a química não dava conta de tudo isso. Minhas angústias continuaram a me atormentar. As visões positivistas de ciência estavam erradas. A magia da alquimia, da transmutação da matéria, seus vapores, suas alucinantes variações de cores, não me contemplavam mais. Meu espírito não é matéria. Descobri que a ciência só poderia explicar como as coisas são, e não a coisa em si. O homem não poderia ir tão longe assim. O grande paradoxo: como entender o universo antes de entender o nosso próprio universo, o nosso microcosmo.
Me entreguei aos problemas do mundo, as críticas sociais, aos embates políticos, à esperança. Isso tornou-se a fonte do sentido de tudo. Sim, ser um ser histórico. Um ser que interfere no seu mundo, que critica as virtudes postas, que tenta se libertar das correntes que o prendem através de seus discursos e coerções. Existia, agora, um motivo. Asas pra que eu pudesse voar, vôos altos e rasantes. Mas o fogo foi se apagando. A chama lentamente se cessando. Os sentidos esvaziaram-se. A vida se tornou uma sucessão de dias, a rotina uma norma. A busca por sentidos, deu lugar a uma busca por uma felicidade em certo ponto pueril, demasiado efêmera. Me tornei novamente fútil, medroso, desesperançoso, hedonista, niilista.
As leituras, porém, continuaram a ser um dos meus refúgios. E lendo uma coisa aqui, outra ali, me deparei com um trecho do livro “Assim Falava Zaratrusta” de Nietzsche que pra mim foi, acima de tudo, uma tapa na cara. Assim dizia:
“O nobre quer criar alguma coisa nobre e uma nova virtude. O homem de bem deseja o que é velho e conservar tudo o assim é.
O perigo do nobre, porém, não é tornar-se homem de bem, mas insolente, zombeteiro e destruidor.
Ah! Eu conheci nobres que perderam sua mais elevada esperança! Desde então, passaram a caluniar todas as elevadas esperanças.
Desde então tem vivido de maneira insolente e com breves alegrias, sem ver mais além que o fim de um dia para o outro.
“O espírito é também voluptuosidade” diziam. Então eles quebraram as asas do espírito. Agora rasteja de uma lado para o outro e macula tudo o que consome.
Em outros tempos pensavam em tornar-se heróis. Hoje, são apenas gente que se diverti. O herói é para eles aversão e desgosto.
Mas, em nome de meu amor e de minha esperança, exorto-te: não repudies o herói que há em tua alma! Venera como sagrada tua mais elevada esperança!”
Assim falava Zaratrusta.”

Esse discurso de Zaratrusta, personagem principal do livro citado, mexeu muito comigo. Foi como olhar no espelho da minha alma. Tal discurso me penetrou. Me cutucou. Me pôs a escrever novamente e tentar enxergar a vida como algo maior e “não o fim de um dia para outro”.
Assim espero que inicia-se uma nova etapa. Tentar sentir, viver, buscar as coisas mas intensamente. Descobrir-me. Não ser alguém metafisicamente entediado. Do tipo que enjoa de tudo. Creio ser este meu novo caminho. Que venha a vida e todas a suas curvas sinuosas!

segunda-feira, 27 de outubro de 2008

humor negro?!

o que uma menina com anorexia disse à um assaltante quando este ameaçou furá-la com uma faca????!
vá em frente, eu preciso de uma lipo!!!!

no momento que escrevi isso, não dei nenhuma risada. e vc????

segunda-feira, 15 de setembro de 2008

Nossa... quanto tempo!!! Fazia tempo que não passava por aqui... rs.. enfim, esse espaço é um lugar para contar coisas das quais quero compartilhar com as pouquíssimas pessoas que aqui freqüentam!!! Hahahha... talvez minha vida e minha rotina não seja algo tão interessante assim!!!! Rs... e é de forma informal e descompromissada que volto a escrever no meu blog que já andava há tempo abandonado!

Hoje, fiz de tudo... mas o que mais me marcou foi minhas provas de humildade. A primeira foi assumir que eu amo alguém... que sinto falta de uma pessoa apesar de todos os seus defeitos... apesar de não ser correspondido!!! Isso não me mata por dentro, no máximo me machuca um pouquinho!!! Rs... aprendi a ser forte e a me levantar mesma quando pareço estar na lama!!! Hahahha... isso não se trata de uma auto-afirmação!!!
Enfim... assumi tb que era fã de uma pessoa... não sei pq! Apenas assumi... assumi os momentos que me marcaram para que este estado de fã se materializasse... senti vontade de me declarar, mostrar minhas fraquezas... expor meus pontos fracos!!! Foda-se... foda-se... foda-se!!! Chega de hipocrisias, de joguinhos... ser eu mesmo!!!! Essa é a ordem de hoje!!! Ser sincero... eu assumo os riscos!!!

quarta-feira, 28 de maio de 2008

uma nova vida nos espera!!!

Ando muito solitário ultimamente. Estou com dificuldades enormes, pra não dizer gritantes, pra me relacionar com os outros. Cumprimento grande parte das pessoas de forma fria e formal... isso, quando eu não corto caminho pra que elas não me vejam. Não tenho muito que dizer... estou sem quase nada pra dizer. Olho pro espelho e vejo as marcas do tempo que insistem em aparecer, e me lembrar de que não sou mais um garotinho, e sim um homem no sentido mais amplo da palavra. Lembro de todos os Dorivans que já fui... de todas as performances que já assumi, e penso no que sou hoje... o que me levou a ser o que sou hoje. Cobro de mim o tempo inteiro mais responsabilidade, mais maturidade, mais força pra enfrentar os problemas da vida! Cobro-me essas coisas, pois reparando bem no espelho e olhando minhas marcas de expressão, vejo em cada uma todas as experiências fantásticas e terríveis da minha vida e busco entender e/ou descobrir o que elas acrescentaram em mim, ou que teriam que acrescentar. A sensação de não ter evoluído o suficiente, de não ter crescido o suficiente, é uma sensação de vazio e tempo perdido que angustia de uma forma inexplicável... Ah, é tudo isso uma grande sensação de incompletude! Se é que essa palavra existe!!! Rs...
Depois de tomar consciência de se, que atitude tomar?! Acho que está na hora de tomar certas atitudes: a primeira é tirar os olhos do passado e lançá-los no futuro! Está na hora de olhar exclusivamente para o futuro. O que aconteceu, já aconteceu! Não tem mais volta... não tem como mexer, como numa busca neurótica pela perfeição. Não!!!! O que precisamos é de novos objetivos e entender que, como diz um amigo meu: “minha hora é agora”! Sendo assim, quando eu olhar novamente no espelho, não vou procurar quem eu fui, e sim o que sou e o que posso ser!!! Tudo pode parecer novo se começarmos tudo de novo!!!! Uma nova vida nos espera!

quinta-feira, 22 de maio de 2008

esperar, esperar, esperar...

Esperar por alguém... esperar por alguém do qual nada se deveria esperar... esperar, esperar, esperar... alguma notícia, algum oi... um “vamos nos ver”, “vamos começar de novo”, “quero você”... olhar pras mensagens no celular e acreditar que tudo aquilo um dia pode voltar... sonhar com o que poderia ter dado certo!!! Onde fica a dignidade nesses momentos??? A minha talvez tenha se dissolvido no mar das esperanças! Esperança... será que é a última que morre?! Em mim, morre depois até mesmo do próprio sentimento!!! É pela esperança, pela falta de dignidade, pela carência, pela dor causada pela solidão, pelo amor que bate em meu peito... que continuo te esperando, sonhando que minha vida seja tão bela como “O último romance” do Los hermanos:

Eu encontrei-a quando não quis
mais procurar o meu amor
e o quanto levou foi pra eu merecer
antes um mês e eu já não sei
e até quem me vê lendo jornal
na fila do pão sabe que eu te encontrei

e ninguem dirá
que é tarde demais
que é tão diferente assim
do nosso amor
a gente é que sabe pequena
ahh vaii

me diz o que é o sufoco que eu te mostro alguém
afim de te acompanhar
e se o caso for de ir a praia
eu levo essa casa numa sacola..

eu encontrei-a e quis duvidar
tanto clichê
deve não ser
você me falou
pra eu não me preocupar
ter fé e ver coragem no amor
e só de te ver
eu penso em trocar
a minha tv num jeito de te levar
a qualquer lugar
que voce queira
e ir onde o vento for
que pra nos dois
sair de casa ja é
se aventurar
ahh vaii

me diz o que é o sossego que eu te mostro alguem
afim de te acompanhar
e se o tempo for te levar eu sigo essa hora
eu pego carona